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João Wainer e Roberto Oliveira levam às telas um tema geralmente relegado à marginalidade. A pichação costuma ser tão reduzida ao vandalismo que nos surpreende o fato de São Paulo atrair turistas que visitam a cidade exatamente para conhecer os edifícios pichados.

Quando entramos em contato com o tema sob o ponto de vista dos pichadores, podemos notar que há mais do que um simples ato de vandalismo. O objetivo do documentário não é fazer com que as pessoas passem a gostar dos pixos ou que estes passem a fazer parte de uma expressão artística reconhecida. A própria essência deste tipo de expressão faz questão de se manter na marginalidade, como um desafio, um grito silencioso daqueles que tomam um espaço que costuma ser segregado.

É cômodo morar em um bairro nobre e desqualificar os pichadores e seus trabalhos, porém a força desta expressão vem de periferias carentes de formas alternativas de cultura, de outras formas de expressão e mesmo educação, como vemos através de um dos entrevistados, que sabe ler muito bem as codificadas letras do pixo, mas depois de frequentar a escola até a oitava série, não consegue ler frases simples em letras de forma.

Escalar um prédio sem nenhum equipamento de segurança, chegar perto da rede de alta tensão, “rodar” nas mãos da polícia. Tudo isso tem um propósito maior do que somente vandalismo. É um desafio, busca reconhecimento, forma de expressão. Motivações e trabalhos que costumam ser incompreensíveis para quem não conhece. Tão incompreensível quanto a maioria das obras de arte moderna, que por estarem expostas num museu, nos convencemos a chamar de arte e a achar bonito, diferente da pichação.

Para baixar o documentário Clique Aqui!

Comentário do Colaborador: Alexandre Caetano

Sinopse: Anne (Isabelle Huppert) é uma mulher francesa que está em uma pequena cidade na Coreia do Sul, onde visita um amigo que está prestes a ter um filho e trabalha como diretor. Lá, ao visitar uma praia, conhece um empolgado salva-vidas (Yu Jun-sang), que tenta conquistá-la. Pouco tempo depois outras duas mulheres francesas, ambas chamadas Anne, chegam ao local e lidam com os mesmos personagens. Fonte: Adoro Cinema

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1ª Temporada

Sinopse: Situada no período da Guerra das Rosas, quando os Yorks, que representam a cor branca, e os Lancasters, que carregam a cor vermelha, travam uma guerra que dura 30 anos, a história é apresentada sob a perspectiva feminina representada pelas personagens Elizabeth Woodville, Margaret Beaufort e Anne Neville. A trama terá início em 1464, quando a guerra está em seu nono ano. Fonte: Vejo Séries

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Mesmo estando distante dos grandes protestos, e sabendo que ainda não há protestos organizados em minha cidade, venho aqui demonstrar meu apoio aos que participaram e aos que vão participar.

A grande mídia muitas vezes não mostra o lado dos manifestantes e os julgam de baderneiros/marginais. No fundo sabemos que os repórteres que estão ali acompanhando o movimento, por muitas vezes, não reportam o que realmente está acontecendo. Acredito que há interesse das grandes redes de tv em desmoralizar os manifestantes, e os profissionais da imprensa, que são funcionários, são obrigados a obedecer.

Não sou muito de escrever, mas dessa fiz uma força extra para poder agradecer a todos que, correndo risco de voltarem para casa machucados, protestaram por nós!

Não tenho muitos recursos para colaborar, mas o que posso fazer é deixar o "O Melhor da Telona" aberto aos que quiserem passar alguma informação ou divulgar outros protestos.

Para entrar em contato envie um e-mail para [email protected]

Leiam também:

- "Quando a Estrutura Fracassa" - por: Pablo Danielli - http://lounge.obviousmag.org/palavras_soltas/2013/06/quando-a-estrutura-fracassa.html

- "24 Momentos dos Protestos em SP que você não verá na TV" - por: Samir Duarte - http://www.melhorquebacon.com/24-momentos-protesto-sao-paulo/

- "Milhares já escolheram sapatos que não vão apertar" - por: Luís Felipe dos Santos - http://impedimento.org/milhares-ja-escolheram-sapatos-que-nao-vao-apertar/

- "Imprensa internacional destaca agressão da polícia a manifestantes em SP" - por: Brasil de Fato - http://www.brasildefato.com.br/node/13239

- "No Olho do Furacão" - por: Michel de Souza - http://www.youtube.com/watch?v=zEXea3fsz80

- "Repórter de jornal que pregou repressão agora é musa dos globais" - por: LeLê Teles - http://www.viomundo.com.br/denuncias/lele-teles-reporter-de-jornal-que-pregou-repressao-agora-e-musa.html

Depoimento de Alexandre Caetano:

"Moro em São Paulo, tenho participado das manifestações recentes, mesmo não fazendo parte da parcela da população que, conforme divulgou a imprensa, passou a
pular refeições para dar conta do acréscimo. Moro perto do serviço, vou a pé e não preciso utilizar o transporte coletivo todos os dias.

Então para que participar dos protestos? Correr o risco de ser agredido, inalar gás de pimenta ou mesmo ser preso, já que até o porte de vinagre tem sido motivo para prisões? Participo porque acredito que os problemas de uma cidade são interligados e coletivizados. Participo porque a democracia não se restringe a votar de dois em dois anos. Participo porque somente com ordem não teremos progresso.

Ao lutar pela redução da tarifa de um transporte coletivo extremamente ineficiente, que espreme a população feito gados num curral, vi policiais jogando bombas em manifestantes reunidos no vão do Masp. O grupo não estava na rua, atrapalhando o trânsito, não estava depredando nada, somente gritava palavras de ordem.

Vi policiais acelerando as motocicletas para intimidar as pessoas que corriam, quando um deles resolveu passar com a moto pela calçada, jogando um manifestante
contra a parede aos gritos de “sai, diabo!”; outros bloqueavam a passagem de cidadãos que não participavam ativamente dos protestos, somente tentavam voltar para casa.

E não houve abuso por parte dos manifestantes? Acredito que o ódio da população é a expressão do inconformismo, que escorre pelo copo que transbordou com a gota d’água que foi o aumento das passagens. Cansamos de andar no metrô feito sardinha em lata, esperar uma hora no ponto de ônibus para passar horas dentro de um coletivo lotado, também preso no engarrafamento, pagando caro por isso. Não são vinte centavos, são vinte centavos por cada passagem, milhões por dia, que não se reflete em melhoria na qualidade do serviço. Isso para não falar nas outras centenas de absurdos que o brasileiro vivencia diariamente há cinco séculos.

Mas o policial é um ser humano, portanto está sujeito ao erro, certo? Sim, mas uma diferença considerável é que, diferente dos manifestantes, o policial passa por um rigoroso processo seletivo – que visa selecionar os melhores, segundo os critérios da corporação – e, principalmente, um treinamento ostensivo para agir em situações de combate.

Ainda assim, seres humanos em situação de combate estão sob adrenalina. De fato, mas o que dizer sobre erros institucionais, como usar bombas de gás vencidas em 2010, que traziam o alerta de que o uso após o vencimento pode ser perigoso? E quanto à ordem dada ao pelotão da tropa de choque, de atacar quando os manifestantes tomavam as ruas pacificamente?

Todo o policial sabe que o disparo de balas de borracha deve ser feito a uma distância mínima, não podendo ser disparadas contra áreas potencialmente letais. O que vemos são manifestantes feridos nos olhos, pescoço, barriga, etc. A PM tenta justificar dizendo que estavam restabelecendo a ordem e desobstruindo as ruas.

É evidente que fechar as ruas nos protestos atrapalha o trânsito, porém na semana passada, entre a terça e a quinta-feira, houve uma quarta-feira isenta de protestos, que registrou o terceiro pior congestionamento da história de São Paulo. O que prejudica o trânsito não é a população lutando por seus direitos. O que prejudica o trânsito é uma tarifa de transporte coletivo cara, para um serviço de péssima qualidade, que estimula o transporte individual, ocupando mais espaço nas ruas e gerando engarrafamento."

 

 

Sinopse: Em uma Inglaterra do futuro, onde está em vigor um regime totalitário, vive Evey Hammond (Natalie Portman). Ela é salva de uma situação de vida ou morte por um homem mascarado, conhecido apenas pelo codinome V (Hugo Weaving), que é extremamente carismático e habilidoso na arte do combate e da destruição. Ao convocar seus compatriotas a se rebelar contra a tirania e a opressão do governo inglês, V provoca uma verdadeira revolução. Enquanto Evey tenta saber mais sobre o passado de V, ela termina por descobrir quem é e seu papel no plano de seu salvador para trazer liberdade e justiça ao país.

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